A imagem como expressão autoral

Não faz muito tempo, a artista multimídia Juliana Stringhini resolveu desbravar um novo caminho. Continuou a lapidar a técnica da fotografia e vídeo, aprofundar a questão dos sentimentos e contextos que despertam seu interesse agora voltados para a cena artística.

A fotografia sempre esteve no campo de interesse da artista multimídia Juliana Stringhini. Quando chegou a época de decidir o rumo da profissão, ela não teve dúvida, seguiu os estudos focada no incrível universo da imagem. Afivelou as malas e foi estudar Comunicação Audiovisual no International Fine Arts College, em Miami (EUA).  “Morei por lá de 2001 a 2007. Trabalhei na produção musical como assistente para inúmeras bandas como Madonna, Rolling Stones, U2, Beyoncé entre vários outros. Também fui assistente no estúdio do fotógrafo Nick Garcia”, relembra a fase.

A busca por conhecimento, para ela, é um entusiasmo sem fim. E de lá para cá, foram vários cursos realizados, consultorias com artistas e curadores, como Scott Macleay que vive atualmente em Florianópolis. Imersões em processos criativos para desabrochar a habilidade do trabalho atrás das câmeras.

Em 2010, abriu as portas do seu estúdio Bambini & Piccolini, atuação que marcou sete anos da sua carreira e resultou num portfólio considerável com milhares de retratos de crianças. Não faz muito tempo que mirou seu olhar para o mundo artístico. “Passei a me interessar muito mais por uma fotografia autoral e depois a explorar outros meios, como vídeo, performance, instalações. Continuo a frequentar oficinas de processo criativo com o Scott e conto com acompanhamento de projetos do curador Josue Mattos”, conta.

“Transborda”, exposição recentemente em cartaz no Museu da Escola Catarinense (MESC) em Florianópolis, é o primeiro passo desse novo caminho que ela deseja construir daqui para frente. Foram dois anos de processo, mais de 400 histórias e imagens captadas pela fotógrafa, que buscou revelar a profundidade verdadeira da natureza humana compartilhada por pessoas conhecidas e também desconhecidas abordadas em cidades brasileiras e da América Latina. “Era como vislumbrar o que somos de verdade, em nossa crueza como seres humanos, sem máscaras, sem pensamentos, sem barreiras”.

Em pouco tempo, Juliana foi nome escalado para o time de artistas da exposição Desterro Desaterro, montada em celebração aos 70 anos do MASC (Museu de Arte de Santa Catarina), realizada em 2018. Também recém recebeu a boa notícia de dois trabalhos selecionados em festivais internacionais. Um deles a obra “Um ato de desobediência (2018)”no Indie Best Films Festival, na Califórnia (EUA) e “Fluído-estático (2018)” no Tasmanian International Video Art Festival, Launceston, na Tasmânia. O primeiro ato de uma história que apenas começa.

 

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