Cheia de bons segredinhos

Essa cidadezinha francesa é umas das mais charmosas que já conheci. Confesso que nunca tinha ouvido falar, até o dia que uma amiga me apresentou ao lugar. Dica ótima, tanto gostei que compartilho essa minha parada por lá com vocês também.

Saint-Paul-de-Vence, situada na França, merece ser visitada com a calma e explorada ao máximo em todas as suas pequenas e estreitas vielas. Um verdadeiro celeiro de artistas, a cidade respira arte nos seus pequenos ateliês e galerias, um encostado no outro. O vilarejo medieval é bem preservado, fica no alto de uma colina, e sugiro aproveitar o destino no inverno e na meia estação, quando prevalece aquele clima gostoso de romance no ar.

Não é preciso muito tempo para percorrer as três ruas principais, paralelas, e as outras vias de St-Paul, seus becos e ruelas perpendiculares. Para cruzar a Rue Grande em toda a sua extensão, com cerca de 300 metros, não se leva mais do que dez minutos. Porém, não se engane. St-Paul-de-Vence é um cartão-postal todo encravado de saborosos e belos segredinhos, com galerias de arte, cafés, restaurantes, lojas.

Entrando e saindo de seus becos medievais podemos encontrar maravilhas praticamente escondidas, como La Petite Cave de Saint-Paul, um desses locais que deixam apreciadores de vinhos encantados. Em um espaço tão acanhado quanto aconchegante ele guarda muitos dos rótulos mais caros e raros da França, numa seleção de encher os olhos dos colecionadores, com preços que podem variar de € 10 a € 4 mil.

Observe nas ruelas as placas com os nomes das vias em pedras irregulares. E vá até o final da Rue Grande até chegar a fonte com água fresca. Por lá também um mirante sobre o cemitério, com linda vista para o Mediterrâneo, com o tapete verde das montanhas interrompido apenas por poucas construções.

Garimpando é possível encontrar algo interessante, incluindo peças de design e objetos de decoração. Além de galerias de arte, há lojas de produtos regionais, como a Première Pression Provence, de azeites, ou a Beatitude, de brinquedos artesanais, uma graça de lugar.

Quanto a gastronomia, a cidade oferece pequenas pérolas com estrelas Michelin. A mais concorrida delas é o restaurante La Colombe d’Or, onde mesmo fora da alta temporada é difícil conseguir uma mesa sem reserva. A comida é muito elogiada, mas a grande verdade é que boa parte dos clientes vai pela mística do local. E para ver as obras de arte de tantos pintores que passaram por lá, em especial nos anos 1950, como Joan Miró e Marc Chagall. Na época eles trocavam seus trabalhos por hospedagem. Degustar uma boa comida francesa, saboreando um vinho ao lado das obras de pintores renomados é uma experiência sensacional. Voilá!

Share this Post

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*
*