Natureza que inspira

Seja para morar ou apenas aproveitar as merecidas horas de folga e lazer, estar em contato com as belezas naturais é insuperável. E foi penando nisso e nas maravilhas que o melhor da arquitetura, tendo como protagonista a natureza, nesta edição apresentamos quatro projetos de casas de campo de tirar o fôlego, tanto pelas paisagens em seus entornos quanto em seus projetos arquitetônicos ou de decoração. Confira! 

CRÉDITO: Evelyn Muller

 Refúgio campestre

Com ares de casa de campo, a residência em Porto Feliz, interior de São Paulo, traz estilo contemporâneo e peças de design assinado. Composta por uma paleta de cores quentes e terrosas, a morada renovada pelo escritório Très Arquietura é o destino dos finais de semana de um casal com dois filhos pequenos.

A parede em tijolinho na fachada externa foi o ponto de partida para o projeto de 400 m². O objetivo era inserir o revestimento também na parte interna da casa, destacando a marcenaria, projetada pelo escritório. A madeira marca presença em todos os ambientes, a partir do hall, que conta com a espécie cumaru, que reveste também a porta pivotante da entrada. No living, além dos tijolos, Lepri, que se integram à parte externa, o porcelanato aplicado nas paredes imita cimento queimado e equilibra a composição. Um grande sofá e uma estante com iluminação interna destacam-se no estar ao lado da icônica poltrona Mole e do banco Mocho, de Sergio Rodrigues.

O jantar ganhou uma enorme mesa em madeira disposta com diferentes cadeiras e poltronas.  Completa o ambiente um móvel suspenso ao fundo, fotografias do artista Kiolo na parede e um pendente, Bertolucci. Pequena e funcional, a cozinha mescla branco e madeira e conta com mobiliário sob medidas. Nas áreas íntimas, a suíte do casal aposta em tons de cinza e mostarda. O aconchegante espaço, que se abre para o jardim, conta com marcenaria planejada e iluminação natural. Já o dormitório das crianças, é totalmente funcional, destacando as cores azul e branca junto da madeira, em uma proposta pensada para os meninos brincarem. Além das camas integradas, o espaço conta com cantinho de leitura e vários nichos e caixas organizadoras. Clean, os banhos das suítes e o lavabo seguem a mesma estética do restante da residência, com uso da madeira e cores claras. 

Uma área gourmet, um estar e uma piscina ocupam o espaço externo da casa. Em tons de verde, azul e cinza, o estar, com vista privilegiada da piscina, é ideal para relaxar e traz sofás e bancos em um deck de madeira. Ainda neste ambiente, o gourmet apresenta mesa redonda e cadeiras e dispõe de ampla iluminação e ventilação natural. 

 

Em contato com a natureza

Localizada em um condomínio de alto padrão, a residência de 575 m² que seria a nova morada de uma família contou com a expertise de Camila Klein para deixá-la com a cara dos proprietários. Entre as solicitações, a principal era o contato estreito com a natureza, uma vontade em comum de toda a família. Para isso, a arquiteta utilizou grandes painéis de vidro como forma de garantir a vista e, ainda, receber iluminação natural durante todo o dia. 

Na área social, os tons e texturas neutros garantem o aconchego sem perder as características da arquitetura vernacular. Para tornar os espaços diferenciados, alguns materiais foram utilizados em suas composições naturais, tais como o concreto, aço, cimento queimado, pedra e madeira, que acabam oferecendo uma forma mais original quando aplicada nos projetos.

Entre as peças utilizadas na decoração, o destaque é a presença da adega, um hobby do proprietário, que além de funcional, acabou se tornando decorativa.

Uma casa para amar

Escolhida como forma de presentear a matriarca da família e ser o refúgio de filhos e netos, a residência localizada na cidade de Bragança precisava ser projetada de forma que valorizasse o terreno de 3.647m². Para isso, a família escolheu o arquiteto Beto Magalhães e sua expertise para conduzirem a obra.

Entre as solicitações, a principal era unir os desejos dos netos e filhos de terem uma casa ampla e moderna aliada aos desejos da matriarca, que queria uma casa mais rústica e com muita área verde. Garantir a vista para o lago era um desejo comum entre todos. Dessa forma, solução encontrada por Beto foi desenhar um grande cubo feito de tijolo, um material atemporal e rústico. Além disso, uma outra ideia foi deixar o jardim interno da casa na face frontal, protegido por um conjunto de brises, ele atenderia a paixão da matriarca por jardinagem e ao mesmo tempo cria uma barreira visual para a área social da casa.

A lareira aberta integra os ambientes criando uma limitação sutil. Outro diferencial é a lavanderia, que locamos no segundo andar, o andar dos quartos, o que não é muito comum.  Primeiro porque eles queriam os ambientes todos abertos, então concentramos tanto a área de serviço, como os quartos dos funcionários e lavanderia, no segundo andar, sendo separado da área social e intima por uma rouparia, que acabou funcionando como uma antecâmara, tanto de som, como de privacidade. O sol entra nesse espaço por uma abertura zenital, que ao mesmo tempo que permite a entrada de luz natural, esconde o ambiente.   

Os clientes não queriam uma casa segmentada, com vários cômodos de diferentes funções, desse modo o arquiteto projetou apenas uma grande sala. A lareira aberta integra os ambientes criando uma limitação sutil. Outro diferencial é a lavanderia, que foi colocada no segundo andar, o andar dos quartos, o que não é muito comum. Respeitando o desejo dos clientes em ter os ambientes todos abertos, tanto as áreas de serviço, como os quartos dos funcionários e lavanderia, foram concentrados no segundo andar, sendo separados da área social e intima por uma rouparia. O sol entra nesse espaço por uma abertura zenital, que ao mesmo tempo que permite a entrada de luz natural, esconde o ambiente.   

 

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