Talento brasileiro que conquistou o mundo.

Trabalho de Eduardo Kobra que inspira com seus traços, cores e personalidade sempre teve a arte como uma constante em sua vida

O artista e muralista Eduardo Kobra nasceu no bairro do Campo Limpo, na periferia de São Paulo. Aos 12 anos, já envolvido com meninos mais velhos e ligado à cultura Hip Hop e “pichação – ato de escrever ou rabiscar sobre muros, fachadas de edificações, asfalto de ruas” uma forma única de grafite característica de grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, que ele usou para marcar clandestinamente muros no final da década de 80. Com certeza neste período ele nem imagina, mas nascia um grande talento que conquistaria o mundo.
O contato com o Grafite veio cinco anos depois. Inquieto, ele procurou melhorar suas ilustrações e começou a ter contato com a arte de paredes por meio de livros, além de conhecer artistas como Diego Rivera e Candido Portinari, duas de suas grandes inspirações.

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Seguindo os desenvolvimentos da arte urbana em São Paulo no início de 1990, ele criou o Stúdio Kobra, convergindo para uma pintura mural original e aproveitando as suas características como artista experimentador, e habilidoso pintor realista. Assim, ele desenvolve o projeto “Muros da memória”, que busca transformar a paisagem urbana através da arte e resgatar a memória da cidade. Este projeto é a síntese do seu modo peculiar de criar, por meio do qual ele pinta, mas também adere, interfere e sobrepõe cenas e personagens das primeiras décadas do século XX. É uma amálgama de nostalgia e modernidade, instando por meio de pinturas cenográficas, algumas vezes monumentais, das quais ele cria portais para saudosos momentos da cidade. O maior destes murais, medindo 1.000 m2 foi realizada em 2009, na Avenida 23 de Maio, em comemoração ao aniversário da cidade de São Paulo.

Paralelamente ao seu trabalho com o Studio, Kobra desenvolve sua produção pessoal, com exposições no Brasil e exterior, além disso, ele está sempre pesquisando diferentes materiais e novas técnicas, tais como a pintura 3D, ou anamórfico, em pavimentos. A convite do município de São Paulo, ele fez a primeira pintura em pavimento 3D do Brasil, na Praça Patriarca, centro da cidade. Kobra também pintou vários murais em Londres, Atenas, Lyon, Los Angeles e Nova York, onde ele pintou o mural “O Beijo”, uma poderosa reinterpretação da imagem mais famosa de Alfred Eisenstein.

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No início de 2013, Kobra pintou um enorme mural em homenagem ao arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, que cobre toda a lateral de um edifício de 18 andares na Avenida Paulista, em São Paulo. A obra tem atraído a atenção mundial e reverberou por meio de vários meios de comunicação e mídia especializada em arte de diferentes lugares ao redor do mundo.

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Em 2016, outra obra que teve grande repercussão foi o mural Etnias, no Rio de Janeiro. A obra é considerada o maior grafite do mundo feito por um só artista. Na altura do Armazém 3, no Boulevard Olímpico, tem 3 mil metros quadrados e foi inspirada nos cinco arcos olímpicos, que representam, em rostos coloridos, os cinco continentes.

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Recentemente, o artista tem viajado por todo o mundo espalhando seu estilo com sua lista de cidades aumentando rapidamente, compreendendo cidades como Moscou, Lexington, Los Angeles e também Miami, onde ele pintou seu mais recente trabalho para o Miami Art Basel.

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Em uma das suas últimas viagens, Kobra foi para a Suécia, onde pintou o mural “Alfred Nobel” na cidade de Boras. Depois de terminar seu trabalho na Suécia, viajou para a Polônia a convite do Forms Urban Gallery, que já havia convidado artistas de destaque como Inti, do Chile; Roa, da Bélgica e os irmãos brasileiros OsGemeos. A pintura “Rubinstein” foi feita em uma parede de 22 metros de comprimento por 22 metros de altura. Logo após, Kobra foi para a França e os EUA, onde pintou seu mais recente mural em Nova York.

Kobra mantém seu estúdio na Vila Madalena, São Paulo, e seu desenvolvimento como artista, e o reconhecimento de seu nome como um dos grandes nomes da Street Art contemporânea vem crescendo cada vez mais. Inquieto e implacável em suas buscas criativas, Kobra é agora um fenômeno da arte nova-vanguarda brasileira que “já não” permite ser ignorado.

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